Hendril Lara
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Loops agênticos / Lucentive

Loop

Uma equipe de marketing feita de agentes de IA, com uma pessoa no comando

Loop é um sistema de marketing privado que projetei para os produtos da própria Lucentive. Você entrega um briefing e agentes de IA planejam a campanha, escrevem os posts e desenham cada slide; antes de qualquer coisa sair, uma pessoa revisa as peças prontas. Hoje ele roda de forma privada, em modo de teste: as partes estão construídas, e a publicação de verdade espera o primeiro produto e a primeira conta serem liberados.

Direção de produto, conceito e arquitetura: Hendril Lara. Implementação: engenheiros da Lucentive.

Minha parte
Ideia, conceito, arquitetura e gestão do projeto
Status
Protótipo privado, publicação em modo de teste
Stack
TypeScript, Next.js, React
Desde
2026
Colagem de papel sobre ardósia escura: o ciclo da campanha disposto em anel, com um briefing dobrado, uma pilha de cartazes, um celular, um envelope, um outdoor e um gráfico de barras, tudo recortado em papel branco e azul-gelo, pequenos agentes de papelão levando cada peça à seguinte e, no centro, um disco de papel coral rasgado, o carimbo de aprovação.
Arte na identidade do Loop: o briefing percorre o anel até virar posts, com o carimbo de aprovação no centro.

O que é

Loop transforma um briefing curto numa campanha pronta para postar. O briefing diz do que se trata, para quem é, quais links ler, quais regras respeitar e em quais canais publicar. Os agentes leem as fontes, chegam a uma ideia de campanha, escrevem o texto de cada post para cada canal e geram os slides e os vídeos curtos.

Aí tudo passa por uma pessoa. Uma pessoa vê exatamente as imagens e legendas que iriam ao ar e aprova, agenda ou devolve com observações. Depois da publicação, o Loop foi feito para ler os números de cada post em intervalos fixos e repassá-los a quem escreve a próxima campanha.

Diagrama com sete etapas sobre fundo escuro: Brief, Context, Plan and write, Render, depois A person reviews (contornada em coral), Publish e Measure, com uma seta coral tracejada da revisão de volta à escrita para mudanças pedidas e uma seta tracejada de Measure de volta a Brief. Cada etapa traz um selo de status, como Built, Test mode ou Always required.
Diagrama: uma campanha do briefing aos resultados, feito a partir da documentação do próprio Loop (texto em inglês).

Para quem é, e a minha parte

A Lucentive vive lançando produtos, e cada um precisa de público. Uma equipe pequena não consegue manter uma redação para cada produto, e entregar o trabalho a um robô sem supervisão abre espaço para promessas falsas e posts que fogem da identidade da marca. Eu queria automatizar a produção e manter o julgamento nas mãos de uma pessoa.

A ideia do Loop é minha, e fui eu que defini como ele funciona: a ordem das etapas, o que cada produto precisa fornecer, onde a pessoa entra e o que fica desligado por padrão. Conduzi o projeto, e os engenheiros da Lucentive o construíram comigo.

  • Cada produto fornece seus próprios fatos, visual e limites, e o Loop foi pensado para trabalhar só a partir deles.
  • O design fica fixo no código, então o modelo não tem como fugir da identidade visual.
  • Nada é publicado sem uma pessoa, e o modo de teste vem ligado por padrão.
  • Outros sistemas também podem mandar briefings: o Icarus, nossa fábrica de apps, pode mandar um quando um app fica pronto.
Quatro slides verticais em tons de creme para uma padaria inventada chamada Harbor Bread: um slide de abertura com a frase Tomorrow’s loaf, reserved tonight; um slide intitulado Who it’s for; outro intitulado What it does; e um slide de fechamento com um botão cor de ferrugem, Follow Harbor Bread.
Saída real do modo offline do Loop: um carrossel para uma padaria inventada, escrito pelo substituto offline e desenhado pelo renderizador do Loop (texto em inglês).

Do briefing às peças prontas

A etapa de escrita usa um modelo de IA na nuvem quando há um configurado. Sem ele, um gerador simples que funciona sem internet escreve um texto simples direto do briefing, e dá para testar o fluxo inteiro sem gastar nada. O carrossel mostrado aqui saiu desse substituto: o briefing de uma padaria inventada virou quatro slides, um story e uma legenda.

O briefing também pode apontar para artigos ou vídeos. O Loop lê esse material, deixa só o texto e o passa a quem escreve como contexto, e uma busca opcional na web acrescenta contexto atualizado. O texto é reescrito sem as palavras que o briefing pede para evitar.

O visual mora no código, não no modelo

Modelos de imagem não garantem uma cor exata, uma fonte específica nem texto legível num slide. Por isso, no Loop, o modelo só escolhe as palavras e um entre poucos layouts definidos. Quem desenha cada slide é um renderizador escrito em código, e tipografia, espaçamento, margens e cores saem iguais em todas as peças, sempre.

Cada produto pode trazer a própria paleta, o par de fontes e o nome. Um produto sem visual aprovado é recusado, em vez de receber o visual de outro produto. Imagens de fundo geradas são opcionais e ficam sempre dentro da moldura fixa.

Quatro slides verticais escuros para um app de corrida inventado: um slide com uma frase longa, um com a palavra Easy sozinha, um com 5 km em verde-limão e a legenda first goal, e um slide de fechamento com a frase Plan tonight. Run tomorrow.
Renderizações reais com texto de exemplo: quatro layouts do renderizador nas cores e fontes de um app inventado (texto em inglês).
Diagrama com quatro colunas: o produto é dono dos fatos, o Loop faz o trabalho, uma pessoa dá a palavra final (contornada em coral) e as regras que vêm ligadas por padrão, cada uma com quatro linhas curtas.
Diagrama: quem é dono dos fatos, quem faz o trabalho e quem dá a palavra final (texto em inglês).

Nada sai sem uma pessoa

A página de revisão mostra os arquivos exatos que seriam publicados, não o resumo de um plano. Quem revisa aprova, escolhe um horário ou pede mudanças, e aí a campanha volta para ser reescrita e desenhada de novo. Os posts agendados esperam numa fila; o sistema tenta de novo, algumas vezes, publicar um post que falhou, e um com resultado incerto fica separado para alguém conferir.

A publicação fica desligada até alguém ligá-la de propósito. O primeiro post em qualquer conta nova sempre precisa de uma pessoa, e um botão de parada nas configurações interrompe tudo. As regras do Loop deixam de fora os dados privados dos usuários: um briefing só pode trazer material que possa ser público.

Em que pé está

O Loop é um protótipo privado. Tudo o que está descrito acima está construído e testado no código, e o último registro da versão hospedada de forma privada mostra a publicação desligada. As conexões com Instagram, LinkedIn, X e TikTok existem, mas nenhuma conta foi liberada ainda para publicar de verdade por elas, e o Icarus só mandou briefings em modo de teste.

O próximo passo é o primeiro post de verdade: um produto, um canal, aprovado por uma pessoa. Depois disso, resultados reais podem começar a orientar a campanha seguinte. Mais adiante, campanhas de baixo risco poderiam rodar sozinhas sob uma permissão escrita e assinada. Essa parte está planejada, não construída.

Diagrama com três colunas: construído e funcionando no código; só em modo de teste, rodando sem publicar nada; e planejado. Cada coluna lista as partes do Loop naquele estado.
Diagrama: o que está construído, o que só roda em modo de teste e o que está planejado (texto em inglês).

Próximo projeto

Icarus Uma fábrica de apps operada por agentes de IA: eles encontram uma lacuna na loja de apps, escrevem o plano, constroem e testam o app, e uma pessoa dá o aval final antes da publicação.

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